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quarta-feira, 17 de junho de 2009

COMO GENTE grande.........................OU NÃO!



Olá tropa de Castelo Branco e arredores!!eheheheheheh ( e a todos os que visitam o nosso BLOG!!!!!hihih).
Depois de um hiato de alguns dias, cá volta a G+ à carga!!!(ao trabalho salvo seja!!!ehhee).
Desta vez gostaríamos de aqui deixar o link para uma reportagem que a TVI passou no início desta semana, "Como gente grande" Onde é focalizada a pressa que hoje em dia os jovens , demonstram em fazer aquilo que os adultos fazem, deixando de viver o que é próprio da sua faixa etária.
Será isto um sinal dos tempos!!? Falta de controlo por parte dos jovens ou dos pais!!? Um novo rumo na educação e tudo o que ela acarreta!!!!? Impotência por parte das devidas autoridades!!?
Vejam a reportagem e digam-nos a vossa visão da dita cuja! (da reportagem e dos conteúdos, claro está! deixem as especulações sobre aliens e sobre o futebol pra outro post!ehehheehehheheheh!)


Agora a sério! vejam e comentem com a vossa opinião! o tema é deveras pertinente!

Hasta la próxima postagem:D

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O SUCESSO DE DESCRIMINALIZAÇÃO DE DROGAS EM PORTUGAL


Considerado entre os 25 constitucionalistas liberais mais influentes dos Estados Unidos, Glenn Greenwald apresentou no dia 3 de Abril, no Cato Institute em Washington, um relatório intitulado “Descriminalização da Droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga”, onde apresenta Portugal como um caso de sucesso quanto a políticas de droga.
Distinguindo o papel pioneiro e inovador de Portugal na UE, Glenn Greenwald refere a Descriminalização das Drogas e a adopção das novas políticas de Dissuasão implementadas pelo Estado Português, destacando os progressos alcançados nos diversos parâmetros analisados.
Mais do que muitas suposições e teorias, Portugal é destacado como um país que provou que se deve encarar o doente toxicodependente como alguém a recuperar e a reinserir na sociedade, em substituição da tradicional penalização que é ainda exercida em muitos outros países.
Para João Goulão, presidente do IDT, IP, a atenção dedicada ao trabalho desenvolvido internamente, por um País que tanto investe e aspira a resolver estas temáticas e se encontra num momento de viragem política sem precedentes, é sem dúvida motivador para toda a equipa e sobretudo para o trabalho diário com os nossos utentes.

P.S. para quem quiser saber mais aqui fica!

ou


Afinal Portugal até se porta bem algumas coisas hein!!?:P

quarta-feira, 20 de maio de 2009

e tudo o fumo levou........!


ehehheheheehehhehehehehehhe!

aqui fica um pedaço de um clássico!
não consegui encontrar o video com legendas, mas mesmo assim dá para ver a bagunça que estes dois fazem no meio de uma nuvem de fumos.......ehhehehehhhhe!
vejam o filme e digam qualquer coisa!

hihihihihihih!;)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Detidos e autuados


A PSP deteve quatro condutores, três em Castelo Branco, dois por apresentarem uma TAS de 2,25 e 2,02 gramas de álcool por litro de sangue, respectivamente, e um terceiro, que seguia num ciclomotor, mas sem ter habilitação legal. Um outro condutor foi detido na Covilhã, por apresentar uma taxa de alcoolemia de 1,58 gramas de álcool por litro de sangue.
A GNR deteve sete condutores, por condução de veículos automóveis sob a influência de álcool, apresentando uma TAS que variou entre 1,24 e 2,38 gramas de álcool por litro de sangue. No Teixoso foi ainda elaborado um auto de notícia contra um homem, de 37 anos, por condução sob o efeito de álcool, tendo apresentado uma taxa de alcoolemia de 2,47 gramas de álcool por litro de sangue. E o destacamento de trânsito da GNR elaborou auto de notícia, contra uma mulher, de 21 anos, por falta de carta de condução.
Em termos de fiscalização rodoviária, o destacamento de trânsito da GNR fiscalizou 887 condutores, tendo sido detectadas 13 infracções leves ao Código da Estrada e 64 graves. O Destacamento de Trânsito da GNR controlou ainda a velocidade a 117 veículos, tendo detectado dois a circular em excesso. Em termos de álcool, foram testados 473 condutores, tendo sido um condutor autuado por apresentar uma taxa entre 0,5 e 1,19 gramas de álcool por litro de sangue.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pais demitem-se de responsabilidades ao permitir que filhos bebam


O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência acusa os pais de se "demitirem das responsabilidades enquanto educadores" ao permitirem que os filhos saiam à noite e bebam em excesso.
Para o presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), João Goulão, não faz sentido a ideia de que os progenitores desconhecem o que fazem os filhos: "Os pais têm de saber que os filhos bebem quando saem à noite" e por isso, conclui, estão a "demitir-se das suas responsabilidades enquanto educadores".
"Quando saem, muitos jovens bebem álcool e também bebem o juízo", disse João Goulão, em entrevista à agência Lusa.
Além das mazelas directas para a saúde do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, João Goulão lembra que essas noitadas podem terminar em gravidezes não desejadas, no contágio de doenças sexualmente transmissíveis, envolvimento em actos de violência e acidentes de viação.
Os consumidores de álcool apresentam "com mais frequência envolvimento com experimentação e consumo de tabaco e substâncias ilícitas e envolvimento em lutas e situações de violência na escola", alerta o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, do IDT, em discussão pública desde Fevereiro.
De acordo com estudos referidos no plano, os jovens começam a beber cada vez mais novos e em cada vez mais quantidades: o início do consumo de álcool está a aumentar entre os 15 e os 17 anos, tendo passado dos 30 por cento em 2001 para os 40 por cento em 2007.
Além disso, os mais novos estão a adoptar perigosos padrões de consumo até agora associados aos povos nórdicos, de "grandes exageros aos fins-de-semana".
Quase metade dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitiu ter tido, pelo menos uma vez no último ano, um consumo tipo "binge" (mais de quatro doses de bebida numa só ocasião) e 11,2 por cento dos adolescentes entre os 15 e os 19 anos assumiram "ter-se embriagado no último mês", refere o relatório, citando um estudo nacional.
"Os portugueses estão a adoptar padrões de consumo nórdicos, ou seja, de grandes exageros ao fim-de-semana e quase abstinência durante a semana", afirmou o presidente do IDT.
João Goulão lembrou que os portugueses bebiam "tradicionalmente num contexto de convivialidade": "Quando havia uma reunião de amigos, as pessoas iam conversando, discutindo e bebendo".
"Agora, nesta nova forma de beber, muitas pessoas embebedam-se mesmo antes de ir ter com os amigos. Bebem rapidamente muitas quantidades com o intuito claro de alterar o seu estado de consciência e depois é que vão para a rua. É a nova tendência de beber dos jovens", alertou.
O "binge drinking" é responsável por 27 mil mortes acidentais, dez mil suicídios e dois mil homicídios todos os anos na Europa, refere o relatório do IDT.
"Este tipo de consumo não é exclusivo dos jovens e cerca de 80 milhões de europeus com idade superior a 15 anos disseram ter praticado "binge drinking" pelo menos uma vez por semana, em 2006", lê-se ainda no Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool.
Com base em estudos internacionais, o documento acrescenta que "cerca de 25 milhões de europeus com mais de 15 anos de idade referem que o "binge" foi o seu padrão habitual de consumo no último mês".
"Embora o consumo médio de álcool tenha vindo a decrescer na UE, a proporção de jovens e jovens adultos com padrões de consumo nocivos cresceu na última década em muitos dos Estados-membros", estando os menores de idade entre os que apresentam padrões mais preocupantes, destaca o documento.
O álcool causa anualmente 195 mil mortes na Europa, sendo a faixa etária entre os 15 e os 29 anos a mais afectada. Para reduzir os consumos, o IDT propôs ao Ministério da Saúde alterar a permissão de venda e consumo de álcool dos actuais 16 para os 18 anos e a "promoção da fiscalização sistemática nos locais de consumo e venda".


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O GHB e o seu precursor GBL


O GHB é uma substância naturalmente produzida pelo corpo humano, mas que também é usada como medicamento e droga recreativa. O consumo não médico do GHB emergiu nos locais de diversão nocturnos de algumas regiões da Europa, dos EUA e da Austrália na década de 90.
Presentemente, suscitam preocupação as notícias sobre o consumo de gama-butirolactona (GBL), uma substância precursora do GHB que nao figura nas listas de qualquer das convenções de controlo de estupefacientes das Nações Unidas. A GBL é rapidamente convertida em GHB no organismo e actualmente não há qualquer análise toxicológica facilmente disponível que determine qual das duas substâncias foi consumida. O GHB pode facilmente ser fabricado a partir da GBL e do 1,4-butanediol, substâncias utilizadas de forma comum e legal em muitos sectores da industria e que, por isso, podem ser adquiridas a fornecedores comerciais. A disponibilidade comercial da GBL possibilita que esta substância seja adquirida pelos traficantes e pelos consumidores a níveis de preços e de risco muito inferiores aos normalmente encontrados nos mercados de drogas ilegais da União Europeia. Por exemplo, o preço médio de uma dose de 1 grama de GBL comprada a granel pela Internet varia entre 0,09 euros e 2 euros.
Tanto o GHB como a GBL têm uma brusca curva dose-resposta, com um desencadeamento rápido dos sintomas, o que aumenta grandemente os riscos associados ao consumo ilegal. Náuseas, vómitos e vários graus de diminuição da consciência são os principais efeitos adversos referidos na maioria dos casos notificados de intoxicação com GHB. Contudo, a presença frequente de outras drogas pode complicar a apresentação clínica.

medidas da UE em relação às novas substâncias psicoactivas


A decisão do Concelho sobre novas substâncias psicoactivas estabelece um mecanismo de intercâmbio rápido de informações sobre novas substâncias que possam constituir uma ameaça social ou para a saúde pública. Ela também prevê uma avaliação dos riscos associados a estas novas substâncias, a fim de permitir que as medidas aplicáveis nos Estados Membros aos estupefacientes e substâncias psicotrópicas também possam ser aplicadas às novas substâncias psicoactivas.
Em 2007, foram pela primeira vez notificadas ao OEDT (Observatório Europeu para Droga e Toxicodependência) e à Europol 15 substâncias psicoactivas novas, no total, através do sistema de alerta rápido. O grupo de substâncias recém-notificadas é diversificado e, para além das drogas sintéticas, inclui medicamentos e substâncias naturais. Nove dos compostos notificados eram drogas sintéticas semelhantes às incluidas nas listas I e II da Convenção das Nações Unidas de 1971 sobre Substâncias Psicotrópicas. Entre eles figuravam substâncias de grupos químicos conhecidos como as fenetilaminas, as triptaminas e as piperazinas, bem como substâncias com uma composição química menos comum. O grupo está igualmente dividido entre substâncias com efeitos alucinogénicos pronunciados e as que apresentam propriedades predominantemente estimulantes.
Pela primeira vez foram notificadas, em 2007, três substâncias naturais, através do mecanismo de intercâmbio de informações; entre elas, a Salva divinorum, uma planta com potentes propriedades psicoactivas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

vacina contra a droga


"Investigadores esperam conseguir evitar espiral de dependência. Investigadores desenvolveram uma vacina promissora contra a dependência das drogas que impede o corpo humano de sentir os efeitos da droga". (Lusa)
"A vacina funciona obrigando o sistema imunitário a reconhecer a droga como um corpo estrangeiro e a atacá-lo, explicou Thomas Kosten, professor de psiquiatria e neurociência no Baylor College of Medicine em Houston (Texas, sul), que trabalha nesta vacina desde 1995.
O paciente recebe uma versão modificada da droga na qual é junta uma proteína que o corpo reconhece como uma ameaça, indicou numa entrevista por telefone com a Agência France Presse. "O corpo diz então :É um elemento estrangeiro. Tenho de começar a fabricar anticorpos", explicou. "A esperança é que esta vacina possa permitir evitar às pessoas voltaram a cair numa espiral de dependência em caso de recaída", salientou.
Os resultados mais promissores foram constatados com a cocaína, mas os investigadores esperam que esta vacina possa um dia ser utilizada para a dependência às metanfetaminas, à heroína e até ao tabaco. "A vacina diminui progressivamente a quantidade de cocaína que atinge o cérebro", afirmou Kosten. "É um processo lento, e os pacientes não sofrem do sintoma da abstinência", acrescentou. "No caso de utilização da droga, gradualmente o nível dos anticorpos aumentará. Se continuar a tomar (a cocaína), os efeitos serão cada vez menos fortes", precisou o cientista. Os testes da vacina contra a dependência da cocaína incluem uma série de cinco injecções para um período de três meses, disse ainda Kosten.
Esta vacina tem ainda de ser experimentada numa escala mais alargada antes de se dar início ao processo para aprovação na FDA, a agência norte-americana que regulamenta os medicamentos e produtos alimentares, acrescentou Kosten. Uma vacina semelhantes para a dependência do tabaco está a ser desenvolvida por vários grupos de investigadores, mas a de Kosten para a cocaína é a mais avançada, indicou o investigador..."


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Legislação nacional em matéria de droga


O enquadramento jurídico em vigor desde Julho de 2001, embora descriminalize o consumo de drogas ilegais, continua a considerá-lo um comportamento ilícito, mantendo o estatuto ilícito de todas as substâncias constantes das Convenções das nações Unidas. Contudo, um individuo que seja surpreendido na posse de uma quantidade de droga para consumo pessoal (estabelecida por lei), desde que não haja qualquer suspeita do seu envolvimento no tráfico de droga, verá o seu caso ser avaliado por uma comissão local para a dissuasão da toxicodependência composta por um jurista, um médico e um assistente social. Podem ser aplicadas sanções, mas o principal objectivo desta medida é verificar a necessidade de tratamento e promover a recuperação do consumidor.

O tráfico de droga é passível de pena de prisão de 1 a 12 anos, a qual depende de vários critérios, sendo um deles a natureza da substância traficada. A pena é reduzida quando aplicada a consumidores que vendem droga para financiar o consumo próprio.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Perguntas que já te passaram pela cabeça, mas ninguem te respondeu....


P: Quando saio com amigos de vez em quando fumo haxixe – irei ser um toxicodependente?
R: Pode-se dizer que há quatro tipos de utilizadores de drogas: o que experimenta, o que ocasionalmente consome uma droga, o que consome habitualmente e o toxicodependente. Felizmente que nem todos os que experimentam ou consomem uma droga com alguma frequência se tornam toxicodependentes, mas a verdade é que todos os que são toxicodependentes começaram por experimentar uma droga. O maior problema é que nunca temos maneira de saber se vamos ficar dependentes ou não antes de isso acontecer e quando sabemos já é tarde demais.
P: O que posso fazer por um amigo que se drogue?
R: Continuar a tratá-lo como um amigo, o que não implica fazer o mesmo que ele. Se te parecer que é uma situação perigosa para ele, podes aconselhá-lo a procurar ajuda nos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) e tentar informar-te sobre a melhor forma de intervir nesse caso concreto ou ligando para a Linha Vida SOS Droga (1414).É importante que continues a cuidar de ti e da tua vida o melhor que puderes, porque quanto melhor estiveres contigo próprio mais possibilidades terás de o ajudar.

P: Os meus amigos fumam droga. Se eu não fumo dizem que sou um careta. Como posso evitar que me digam isso?
R: Talvez não o possas evitar, pelo menos ao princípio. Com o tempo aprenderão a aceitar-te como és e valorizarão a tua atitude de seres tu próprio. E um dia talvez possas ser uma referência que lhes possa ser útil e agradável.

P: É possível acabar com a droga?
R: Talvez não. No entanto, é importante que a sociedade faça tudo o que pode para reduzir ao máximo a venda e o consumo, já que os seus efeitos individuais, familiares e sociais são tanto mais preocupantes quanto mais a droga estiver presente no quotidiano.

P: O que são drogas leves? E duras?
R: Costuma dizer-se que as drogas leves (haxixe e marijuana, por exemplo) não são tão perigosas, tendo efeitos menos potentes, mais controláveis e sendo menos susceptíveis de causar dependência do que as duras (heroína, cocaína, LSD, etc.). De qualquer modo, mais importante do que o efeito imediato das drogas, temos de ter em conta o seu modo de utilização, podendo existir utilizações "duras" de drogas leves.

P: Afinal quem é que se droga?
R: Dizem-se muitas coisas sobre isso: as pessoas que têm problemas, as que querem curtir ou divertir-se, as que têm fácil acesso a drogas. O certo é que a maior parte das pessoas não se droga – mesmo quando tem problemas, quando se quer divertir ou quando é fácil experimentar ou adquirir drogas.Pode-se dizer que há pessoas mais susceptíveis do que outras e que em certos momentos da vida essa vulnerabilidade é maior, pode dizer-se que há condições de vida e familiares que são difíceis – mas há sempre formas de ultrapassar ou lidar com os obstáculos ou as dificuldades.A decisão de usar ou não drogas é sempre uma questão individual, mesmo com influências ou pressões de outros.

Posso ajudar o meu amigo a deixar de consumir haxixe?
Claro que sim. No entanto, só o poderás fazer se ele assumir a que tem um problema e estiver disponível para receber ajuda. Assim, podes sempre procurar acompanhá-lo e aconselhá-lo e estar atento, sabendo que o único responsável pelo sucesso ou fracasso desse processo será sempre o próprio.Deixar de consumir uma substância, neste caso cannabinóides, depende da força de vontade e do investimento do próprio. Cada pessoa terá o seu ritmo e poderá sozinho, ou em conjunto com técnicos (psicólogos, médicos ou outros) encontrar o seu plano de tratamento. É fundamental ajudar o outro a reflectir sobre o que significam os consumos e que peso têm na sua vida, assim como o que o próprio está disposto a fazer para se tratar. Ajudar um amigo não significa que tenhamos de concordar e aceder em tudo. Ser amigo pode por vezes significar saber dizer não, conversar, partilhar, criticar. Só assim poderá haver crescimento e mudança de comportamentos.

O haxixe vicia? Que tratamentos existem?
O consumo de cannabis pode provocar dependência psicológica e em certos casos dependência física. A cannabis é na realidade uma substância com efeitos mais frequentes ao nível psicológico (lentificação do pensamento e das reacções, ansiedade, desmotivação, pouco interesse pelas coisas, etc.). Uma situação de dependência elevada em termos psicológicos pode justificar um acompanhamento especializado. Neste caso será aconselhável o acompanhamento por um terapeuta, que pode ser o médico de família ou um técnico do Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) da sua área de residência.

O que é um CAT?
Os Centros de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) são instituições estatais que dispõem de médicos, psicólogos, assistentes sociais, entre outros, e permitem uma intervenção multidisciplinar na área da toxicodependência. Nos CAT existem consultas específicas para consumidores, para as suas famílias, para jovens, grávidas etc. Disponibilizam vários tipos de tratamentos (ambulatório, desintoxicação, tratamentos de substituição opiácea, etc.) sempre com a garantia de anonimato. Em todo o país há 47 Centros de Atendimento a Toxicodependentes aptos a dar respostas adequadas na área da Toxicodependência e dos consumos de substâncias psicoactivas.

O que leva um jovem a consumir drogas?
São variados os factores que levam ao consumo e geralmente estão combinados. Por exemplo:
- curiosidade
- desejo de viver outras experiências
- procura do prazer/diversão
- desejo de testar limites e transgredir regras
- pressão dos pares
- desafio à autoridade
- desejo de afirmação
- informação incorrecta ou ausência de informação.

As drogas podem ser consumidas de diferentes formas, que vão do consumo experimental, ao frequente, do consumo recreativo ao abuso ou à dependência. Um consumo experimental não conduz necessariamente a uma dependência. É importante saber a diferença entre o uso de substâncias e o seu abuso. Do mesmo modo é fundamental responsabilizar o jovem pela consequência das suas decisões. Não são só os adolescentes que consomem drogas. Os consumos podem existir em qualquer idade e as razões para tal variam consoante as pessoas.

fonte: site do IDT

Se tiveres outras dúvidas, ou se precisares de uma opinião mais especializada, podes sempre consultar o site do IDT. Lá encontras uma série de opções que podem ajudar-te a responder às tuas perguntas, e minimizar as tuas dúvidas!!! e até podes faze-lo de uma forma divertida se fores ao site juvenil do IDT, o "Tu Alinhas"- http://www.tu-alinhas.pt/


DIVERTE-TE, APRENDENDO!!!!!!!!!!


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Número de consumidores de droga subiu de 7,8% para 12%

A percentagem da população portuguesa que consumiu drogas alguma vez na vida aumentou de 7,8 para 12 por centro entre 2001 e o ano passado, referem dados hoje apresentados pelo presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
No universo considerado (entre os 15 e os 64 anos), destaca-se ainda que a droga que prevalece, com grande destaque das seguintes, é a cannabis, que fora consumida por 7,6 por cento da população em 2001 e aumentou para 11,7 por cento em 2007, de acordo com a apresentação feita hoje no Parlamento, em Lisboa, pelo responsável do IDT, João Goulão, do relatório anual daquele organismo, compilado com dados do ano passado.
Há sete anos, as restantes drogas tinham sido usadas por menos de um por cento da população, mas em 2007 o ecstasy e a heroína ultrapassaram ligeiramente aquele valor e a cocaína subiu mesmo para 1,9 por cento.
Quando o universo se restringe à população jovem adulta (15 aos 34 anos), os índices de consumo de estupefacientes pelo menos uma vez na vida sobem na generalidade, passando de 12,6 por cento em 2001 para 17,4 por cento no ano passado, ainda de acordo com os números apresentados por João Goulão aos deputados da Comissão Parlamentar da Saúde e Assuntos Sociais.
A predominância continua a pertencer à cannabis – que subiu de 12,4 para 17 por cento -, mas regista-se neste caso um aumento considerável da cocaína, que aumentou de 1,3 por cento para 2,8 por cento nos seis anos analisados.
A heroína manteve-se em 1,1 por cento, mas o ecstasy subiu de 1,4 para 2,6 por cento, revelam os dados do IDT.
Já no que toca à continuidade nos consumos registou-se uma queda considerável, pois há sete anos 44 por cento das pessoas que disseram ter consumido uma droga pelo menos uma vez afirmaram ter voltado a fazê-lo no último ano, valor que desceu para 31 por cento em 2007.
A cannabis continua a ser a droga mais consumida também neste grupo, mas igualmente com uma redução de 43 para 31 por cento entre 2001 e o ano passado, ainda segundo os dados apresentados pelo presidente do IDT, organismo estatal responsável pelo combate à toxicodependência.
Neste caso, as drogas em que houve mais reincidência no consumo foram a cocaína (embora com uma descida de 34 para 32 por cento) e a heroína (26 para 24 por cento), enquanto ecstasy obteve a maior descida - de 54 para 33 por cento.
Se o universo analisado, em vez da população entre os 15 e os 64 anos passar a ser entre os 15 e os 34, há um aumento considerável no caso da heroína: em 2001 os consumidores que disseram ter voltado a usá-la no último ano eram 28 por cento, mas no ano passado esse valor subiu para 35, a única subida registada nas drogas mais usadas.
Neste grupo, a cannabis baixou de 50 para 40 por cento, a cocaína de 46 para 41 por cento e o ecstasy de de 60 para 35 por cento.
Ao nível da União Europeia, Portugal aparece em oitavo lugar numa lista de 11 países quando é analisada a percentagem de pessoas que consmiu droga pelo menos uma vez na vida (11,7), com a Alemanha a liderar (42,4 por cento) e Chipre na cauda, com apenas 6,6 por cento, embora neste caso os valores se refiram a anos que variam entre 2003 e 2007.
Quando o período de reincidência ocorreu no último mês, Portugal sobe um lugar (para sétimo) com 2,4 por cento a dizer que voltaram a consumir nos últimos 30 dias, num quadro liderado pela Espanha (7,6 por cento) , seguida da Alemanha (6,5 por cento) e Inglaterra/País de Gales (5,2).
No fim da lista surgem a Lituânia (0,7) e Chipre e Hungria (1,4).


Fonte: LUSA/Sol

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

sexo, álcool e drogas




Os jovens europeus estão deliberadamente a ingerir álcool e a tomar drogas para potenciarem o seu prazer sexual, colocando-se em risco de praticarem sexo desprotegido, sugere um estudo realizado por uma equipa de Centro de Saúde Publica da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.
O estudo abrangeu 1341 jovens de nove cidades da Europa: Atenas, Berlim, Brno, Lisboa, Liverpool, Ljubljana, Palma de Maiorca, Veneza e Viena.
Os especialistas alertam que se trata de uma "epidemia" de abuso de substâncias potencialmente desinibidoras, que estão a colocar milhões de jovens em risco.
Segundo o estudo divulgado pela BBC, um terço dos rapazes e 23% das raparigas, entre os 16 e os 35 anos, afirmam consumir álcool para aumentarem as hipóteses de terem uma relação sexual.
O inquérito permitiu também concluir que o recurso ao álcool e drogas estava ligado à iniciação sexual, antes dos 16 anos, em todos os paises, especialmente junto das raparigas.
Cerca de metade dos jovens de Viena afirmam já ter tido relações sexuais, consumindo álcool e drogas, aos 16 anos de idade. Neste caso, as percentagens foram de 36% para Veneza, 37% para Palma e 30% para Liverpool.
Mais de um quarto dos jovens que consomem cocaína dizem faze-lo para prolongar o sexo. e a utilização de drogas no geral está ligada a ter múltiplos parceiros, garante o estudo. A análise apurou que se embebedaram nas últimas 4 semanas precedentes ao inquérito demonstravam, na generalidade, ter tido cinco ou mais parceiros sexuais e relações sem preservativo.
Mark Bellis, director do Centro e líder do estudo, afirmou a prepósito que «milhões de jovens europeus tomam agora drogas e álcool de uma forma que lhes altera as decisões a nível sexual, aumentando as hipóteses de terem sexo desprotegido, do qual mais tarde se arrependem. Mas, apesar das consequências negativas, descobrimos que muitos estão deliberadamente a tomar estas substâncias para atingirem efeitos sexuais específicos».
Não obstante, as diversas campanhas de sensibilização contra o abuso de substâncias nocivas, como o álcool e as drogas, parece que uma boa percentagem de jovens europeus não aprende...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

experiência psicadélica



Não sejas como o Adão e não vás logo na cantiga!!!!


INFORMA-TE PRIMEIRO, DECIDE DEPOIS!!!!!!

Todos os nossos actos têm consequências com as quais temos que lidar!!!!

Estás preparado para as aceitar?.............

quinta-feira, 15 de maio de 2008

as escolhas dos nosso heróis



Até os nossos heróis da banda desenhada, têm que tomar decisões, e fazer as suas proprias escolhas!!!!!




NÃO DEIXES DE FAZER AS TUAS, DE FORMA RESPONSÁVEL E INFORMADA!!!!

Geração +: informa-te antes de consumires

Geração +: informa-te antes de consumires
ÁlcoolÉ um depressor do Sistema Nervoso e resulta do processo de fermentação de matérias açucaradas. Tem como principal componente o etanol. A graduação das bebidas alcoólicas é a percentagem de etanol que contêm: bebidas fermentadas como o vinho (+/-12%) ou a cerveja (+/-5%) têm menor graduação que bebidas destiladas como rum, whisky, vodka, que, geralmente, têm graduações acima dos 30%.Efeitos
Dependem, da Substância (dose, pureza, misturas), de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde, com quem).
Os efeitos do ÁLCOOL podem passar por: visão turva, reacções mais lentas; facilidade de comunicação e desinibição social; bem-estar, euforia, redução da ansiedade, relaxamento; movimentos descoordenados, desidratação.
Em DOSES ALTAS: perda do equilíbrio e do controlo motor; sensação de anestesia, sonolência; humor instável, irritabilidade; dificuldade em controlar os impulsos, agressividade; náuseas e vómitos; confusão mental, tonturas, perdas de memória e dificuldade de concentração - Perda de consciência, coma, morte.
CONSUMO EXCESSIVO E CONTINUADO: as defesas imunitárias diminuem, (cirrose, danos cerebrais); podem surgir problemas de coração, fígado, estômago, pâncreas e intestinos; dependência física e psicológica. Os consumidores dependentes podem tornar-se mais irritáveis, com distúrbios no sono e delírios. A ressaca neste tipo de consumo merece atenção médica.
Se consumires
NÃO CONDUZAS! Não bebas com o estômago vazio para evitar quebras de tensão e, ao longo da noite, vai comendo alguma coisa, o álcool não alimenta! Tem em conta os teus planos para o dia seguinte e avalia que consumos podes ter. Lembra-te dos efeitos da ressaca. Não bebas tudo de uma vez! A noite é longa! Vai bebendo ao longo da noite para não teres que acabar mais cedo! As misturas de bebidas aumentam os problemas: enjoos, vómitos, ressaca. Lembra-te que o Álcool é um depressor, logo evita misturá-lo com outras substâncias porque aumenta o risco de perda de consciência e paragem cardíaca e/ou respiratória. Os efeitos do álcool podem ser atenuados se comeres e alternares o consumo de álcool com bebidas não alcoólicas.NO DIA A SEGUIR, é frequente cansaço; dor de cabeça e musculares; náuseas e vómitos. A ressaca trata-se com descanso e alimentação cuidada. Ficar uns dias sem beber é a melhor forma de recuperares energias.

Cannabis
Deriva da planta “cannabis Sativa”. O Princípio activo responsável pelos seus efeitos é o THC. Droga Psicadélica, apresenta-se sob várias formas: a marijuana ou erva, o haxixe, o óleo de cannabis, o “pólen”.
Efeitos
Dependem, da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).
Fumada, os efeitos sentem-se quase de imediato e têm o seu pico cerca de 20 minutos depois, durando a experiência 1 a 4 horas. Ingerida, os efeitos demoram mais a sentir-se (1 a 2 horas), são mais intensos e duram mais tempo (3 a 10h).
Os EFEITOS da CANNABIS podem passar por: aumento da sensibilidade aos estímulos visuais, auditivos; mudanças subtis de pensamento e de expressão; atenção dispersa (facilidade de abstracção e dificuldade de concentração); bem-estar, riso fácil, sensação de relaxamento; boca seca, olhos vermelhos, aumento do apetite, alteração do ritmo cardíaco.
Em DOSES ALTAS, os efeitos acentuam-se e pode surgir: náuseas; agitação; alteração da noção do tempo; nervosismo, ansiedade, pânico e paranóia; confusão, cansaço mental, alucinações, descoordenação motora.CONSUMOS CONTINUADOS: tolerância aumenta (para os mesmos efeitos precisar de uma maior dose); desmotivação generalizada e apatia, ansiedade e paranóia; fumada pode causar problemas ao nível respiratório; dependência psicológica e possível dependência física, problemas de memória e atenção, psicoses.
A cannabis é a substância que mais tempo permanece no organismo, podendo ser detectada, através de análises de urina, num intervalo de 48 horas até 6 semanas após o consumo.
Se consumires
NÃO CONDUZAS! Informa-te sobre a substância Procura fazê-lo num ambiente relaxado, onde te sintas bem e sem obrigações à vista!Decide a tua dose: se fumares, é melhor começar por dar 2 ou 3 passas pouco intensas para veres o efeito; se comeres tem paciência e controla o “apetite”, pois é mais difícil controlar a dose e os efeitos demoram mais tempo a aparecer.Cuidado com as misturas: com álcool aumentam a probabilidade de desmaios e vómitos; com alucinogénios (cogumelos, LSD), a experiência pode ser demasiado forte. Lembra-te que fumar prejudica os pulmões. A cannabis é rapidamente absorvida, por isso não vale a pena travar muito tempo. Se começares a sentir-te mal (batimentos cardíacos acelerados, tonturas, enjoos), tenta acalmar-te num lugar tranquilo e junto de pessoas da tua confiança. Respira fundo. Pode ajudar comer ou beber alguma coisa doce. Lembra-te que os efeitos passam com o tempo. Se não melhorares, pede ajuda.Não consumir em caso de mal-estar, depressão, tristeza ou ansiedade, pois só irá agravar a situação.

Cocaína
Deriva das folhas da planta da coca. É um estimulante de acção rápida e intensa. Tem também acção como anestésico local. Pó branco cristalino. Pode ser snifada ou injectada. Da cocaína pode ser obtida a base (crack), própria para fumar.Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).Pela via nasal (snifada), os efeitos surgem em 2 a 5 minutos após o consumo e duram cerca de 30 a 60 minutos. Sensação de energia e resistência ao esforço; bem-estar e euforia; confiança e segurança nas capacidades pessoais; desinibição; pensamento acelerado; subida da temperatura corporal e suores; aumento do ritmo cardíaco e da tensão arterial; aumento do desejo sexual e dificuldades de ejaculação; menor sensibilidade à dor; falta de apetite; palpitações; pânico.
Com DOSES ALTAS os efeitos intensificam-se e pode surgir: menor percepção do perigo; dificuldade de concentração; ansiedade, agitação, insónias; humor instável, agressividade ; alucinações; problemas cardíacos; hipertermia (temperatura corporal demasiado alta); tremores, convulsões, coma ou morte (por alteração cardíaca ou hemorragia cerebral).
NOS DIAS A SEGUIR: cansaço; dores musculares e de cabeça; apatia; falta de apetite; ansiedade; agitação; irritabilidade; dificuldade em dormir e de concentração; paranóias; desejo de consumir mais e mais.
CONSUMO CONTINUADO: complicações psiquiátricas, estados de ansiedade; paranóias; depressão; psicose com predomínio das alucinações auditivas e ideias delirantes persecutórias; perda de apetite; apatia sexual ou impotência; menstruação irregular ou ausente; dependência psicológica grave, problemas respiratórios, alterações neurológicas. Risco de morte no caso de overdose.
A cocaína pode ser detectada através de análises à urina 2 a 3 dias depois do consumo.
Se consumires
NÃO CONDUZAS. Informa-te sobre a substância. Procura fazê-lo num ambiente onde te sintas bem.
Lembra-te que a cocaína é “gulosa”, passa a ser uma necessidade para... Antes de consumires, decide os limites do teu consumo e quanto dinheiro queres gastar. Mantém-te fiel à tua decisão durante a noite. Tem em atenção a quem e o que compras. Decide a tua dose! Nos primeiros consumos, começa por uma dose pequena e avalia os efeitos. Misturar cocaína e álcool aumenta a desidratação e o efeito estimulante atenua-se, podendo levar-te a consumir mais do que previas. Se snifas, usa um tubo só para ti. É uma forma de evitar a transmissão de doenças; antes de snifar, pica muito bem a cocaína, alterna de narina e no fim, aspira um pouco de água (de preferência morna e salgada) para eliminar os restos de coca e assim, evitar lesões e hemorragias nasais. Os efeitos da coca duram pouco: querer continuar no “pico”, pode levar a uma “descida” muito forte; com a cocaína, perdes o apetite, por isso, evita estar muitas horas sem comer. Se começares a sentir-te mal, tenta acalmar-te num lugar tranquilo e junto de amigos. Se não melhorares, pede ajuda.

Cogumelos Mágicos
Substâncias alucinogénias ou psicadélicas. Existem inúmeras espécies de cogumelos psicoactivos, com efeitos psicadélicos e mais ou menos alucinogénicos. O componente responsável pelos seus efeitos é a psilocibina. Podem ser comidos, absorvidos na boca por alguns minutos, bebidos numa infusão (chá) e fumados. Mesmo entre os cogumelos que contêm psilocibina, as doses variam muito de espécie para espécie!
Efeitos
Dependem, da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativa, habituação) e do Ambiente (onde, com quem).Como outras substâncias psicadélicas, os seus efeitos podem variar entre o sublime e o assustador.Os primeiros efeitos podem demorar 1 ou 2 horas a surgir, dependendo da forma como são tomados. A duração da experiência pode variar entre 6 a 8 horas.Sentimentos de relaxamento; maior sensibilidade aos estímulos; alteração da percepção da realidade e noção de tempo; alucinações; ideias estranhas; sentimentos invulgares e mais intensos; criação de laços emocionais facilitada; sensação de fusão com o mundo e diluição das fronteiras do corpo; náuseas; vómitos; aumento da temperatura corporal, pressão sanguínea e ritmo cardíaco; dilatação das pupilas; arrepios.Com DOSES ALTAS, os efeitos acentuam-se: alucinações visuais intensas (dependendo da espécie de cogumelos); mistura de sentidos (ex. cheirar cores); estados de pânico e depressivos; desorientação; confusão mental; perda da capacidade de falar ou mover; sensação de morte; emoções muito positivas ou muito negativas; mudanças bruscas de sentimentos; náuseas; sensação de vertigem.
CONSUMO CONTINUADO: estados de paranóia e mal-estar psicológico; estados de pânico e depressivos, acidentes por interpretações distorcidas da realidade; pode agravar doenças mentais ou despoletá-las.
A psilocibina pode ser detectada através de análises à urina de 1 a 3 dias depois do consumo.
Se consumires
NÃO CONDUZAS! Informa-te sobre a substância e espécie (efeitos, doses, contra-indicações).
Procura fazê-lo num ambiente relaxado, onde te sintas bem e sem obrigações à vista! A psilocibina aumenta a sensibilidade ao que te rodeia. Convém estar em locais onde te sintas seguro, e donde possas sair facilmente, com pessoas em quem confies. Atenção às quantidades, especialmente nas primeiras experiências. Começa por tomar uma dose baixa e observa os efeitos. A viagem é longa. O princípio activo distribui-se de forma muito irregular. Existem espécies de cogumelos que são venenosos, altamente tóxicos ou até letais. Faz pausas (mínimo 1 mês) entre os consumos: consumos regulares aumentam a probabilidade de problemas. Se sentires a experiência como desagradável, tenta acalmar-te. Pensa que o teu estado é passageiro e, em breve, irá desaparecer. Muda-te para um local tranquilo; estar acompanhado também pode ajudar. A ingestão de comida e/ou leite pode atenuar os efeitos. É importante repousar e recuperar energias nos dias seguintes ao consumo, com uma alimentação nutritiva e rica em vitaminas.

Esteróides Anabolisantes

São derivados sintéticos da hormona masculina testosterona.
Aparecem sob diferentes formas: liquido, adesivos, tabletes, cápsulas, emulsão de óleo, Pode tomar-se por via injectável, por via oral ou dérmica (através da pele).
Os EA são drogas legais frequentemente utilizados em medicina para tratar a fraqueza muscular no pós-operatório. Os EA são utilizados na generalidade das modalidades desportivas e nos ginásios para obter um desenvolvimento rápido da massa muscular e diminuir os períodos de recuperação entre esforços. Os EA são proibidos na prática desportiva. Um atleta que acusa a utilização de EA é suspenso e penalizado.

Efeitos
Aumento do volume de tecido muscular, aumento do rendimento físico, aumento da capacidade de recuperação, aumento da agressividade.
Com o CONSUMO CONTINUADO: queda do cabelo, acne, infertilidade e impotência sexual, ginecomastia nos homens e hipertrofia clitoriana nas mulheres, problemas de crescimento corporal em jovens em idade de crescimento, rupturas tendinosas, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas, tumores malignos no fígado e na próstata, dependência psíquica e agressividade.

Se consumires
Evita utilizar uma associação de substâncias, pois desse modo aumentas os riscos. Maior quantidade e maior duração da administração aumentam proporcionalmente os riscos. Se te sentires enjoado, agressivo ou percepcionares algo de estranho, evita consumir e procura o teu médico. Não compres produtos na net nem em embalagens sem identificação de origem.

GHB
O Gama-Hidroxybutyrato, tal como a ketamina, é um anestésico. Droga depressora com acção psicadélica. É um líquido sem cor nem cheiro. Pode aparecer sob a forma de cápsulas ou pó. Consumido oralmente ou injectado. Efeito em 10 minutos, atingindo o pico 2 horas depois, podendo durar até um dia ou mais.
Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).
Em pequenas doses: sensações de bem-estar; euforia; relaxamento; aumento da confiança; desinibição, aumento da sensualidade e desejo sexual; tonturas; diminuição do ritmo cardíaco, náuseas; dores de cabeça; sonolência; perda de controlo muscular; problemas respiratórios; amnésia; perda de consciência.Com DOSES ALTAS pode provocar: agitação, alucinações; desorientação; sedação; discurso incoerente; dificuldade de concentração; dificuldade em focar a visão; perda de coordenação; relaxamento muscular; desmaio ou coma ou morte por depressão respiratória.
Nos DIAS SEGUINTES ao consumo é frequente: cansaço, vertigens, enjoos, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade, depressão, paranóia, insónia, problemas de memória e de concentração.
Com CONSUMO CONTINUADO: ainda não são conhecidos totalmente. A diferença entre a dose é muito pequena, o que a torna uma substância potencialmente perigosa. Uma dose adequada em determinado momento pode provocar overdose na vez seguinte. Depende, entre outros factores, do peso e da quantidade de comida ingerida. Não há forma de saber a concentração de GHB num frasco (grande variedade de concentração).
Uma só dose é detectável numa análise de urina durante 3 dias. Em consumidores habituais, a presença de GHB na urina é visível durante 7 dias ou mais.
Se consumires
NÃO CONDUZAS nas próximas 48 horas. Informa-te sobre a substância (efeitos, contra-indicações, doses). Informa os teus amigos que vais tomar GHB é bom ter alguém sóbrio por perto e numa situação de emergência essa informação é fundamental. Cuidado com a dose!!!
Não misturar com álcool ou outras drogas, pois aumenta o risco de overdose. Na ausência do efeito desejado evitar aumentar a dose pois existe o risco de overdose. Evitar consumir sozinho.
Em caso de sintomas de overdose pedir ajuda rapidamente.
Os consumidores de GHB podem experimentar convulsões, problemas respiratórios ou mesmo coma. Tornou-se a principal causa de comas relacionadas com drogas nos Estados Unidos e em outros países. O número de overdoses por GHB nos Estados Unidos já superou as do Ecstasy.

Heroína
É um opiáceo, derivado do ópio, do bolbo de algumas espécies de papoila. Droga depressora do Sistema Nervoso Central e potente analgésico. Pó castanho. Pode ser fumada ou injectada. Os efeitos são rápidos, em particular quando injectada. É misturada com variados produtos de “corte” pelo que o seu grau de pureza varia muito.
Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).Sensações de euforia e bem-estar; relaxamento; alheamento da realidade, alivio da dor e da ansiedade, sonolência, contracção da pupila, náuseas, vómitos, depressão da respiração, pingo no nariz, arrepios e suor.
Com DOSES ALTAS os efeitos acentuam-se e há risco de morte por overdose.Com CONSUMO CONTINUADO: grande dependência física e psicológica, letargia, depressão, obstipação, disfunções sexuais, amenorreia, emagrecimento extremo, possíveis comportamentos de risco para a saúde e bem-estar, degradação física e social, aumento do risco para a saúde.
Uma só dose de Heroína é detectável numa análise de urina durante 1 a 2 dias. Em consumidores habituais, a presença de Heroína na urina é visível durante 4 dias ou mais.
Se consumires
NÃO CONDUZAS. Informa-te sobre a substância (efeitos, contra-indicações, doses).
Os riscos do seu consumo são grandes, especialmente se a substância for injectada e ocorrer uma overdose.Evitar consumir álcool ou outras drogas, especialmente os depressores, pois aumenta o risco de overdose.
Não deves comer nada pelo menos 2 horas antes de consumires para evitar vómitos. Ao injectar heroína usar sempre o próprio material e não partilhar seringas ou qualquer outro material de consumo (agulha, água, colher, algodão). Utilizar sempre material esterilizado. Não utilizar limões já utilizados. Utilizar água esterilizada ou mineral. Desinfectar com álcool o local do corpo onde se vai injectar, antes do consumo.
Em mulheres grávidas, o consumo pode provocar abortos espontâneos, cesarianas e partos prematuros. Os recém-nascidos geralmente nascem mais pequenos do que a média, com sintomas de infecção aguda e dificuldades respiratórias, ou então com sintomas de abstinência.
Em caso de sintomas de overdose, pedir ajuda rapidamente. A ressaca a “frio” dura mais ou menos uma semana, mas o forte desejo de voltar a consumir e a incapacidade de dormir podem durar anos. A maior parte dos que pensam poder usar heroína só ocasionalmente, ficam “agarrados” mais depressa do que julgam.

Ketamina
Droga psicadélica derivada da fenciclidina. Anestésico com efeitos dissociativos (separação entre corpo e mente), habitualmente usado em veterinária. Tem efeitos depressores e psicadélicos.
Apresenta-se em líquido ou em pó branco. Pode ser ingerida, snifada ou injectada.
Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de admistração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).Perda do equilíbrio, descoordenação; dificuldade em fixar o olhar; náuseas e vómitos; dores de cabeça; diminuição da sensibilidade à dor; perda das noções de tempo e de espaço; distorções perceptivas; alucinações; vertigens; dificuldades de memória, atenção e concentração; sensação de flutuar, desorientação e confusão.
Com DOSES ALTAS: experiências dissociativas, podendo chegar a “experiências de quase morte”; sensação de formar parte de outra realidade, sobre a qual se flutua; ataques de ansiedade ou paranóia; incapacidade de movimento, perda de consciência, problemas respiratórios potencialmente mortais.
Nos DIAS SEGUINTES ao consumo é frequente: cansaço, vertigens, enjoos, náuseas, dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade, depressão, paranóia, insónia, problemas de memória e de concentração.
CONSUMO CONTINUADO: perturbações no estado de consciência; dores abdominais fortes, problemas oculares, tremores, ansiedade, paranóia, insónias, problemas de memória e de concentração, doenças mentais, ataques de pânico; psicoses, forte dependência psicológica.
Uma só dose é detectável numa análise de urina durante 3 dias. Em consumidores habituais, a presença de Ketamina na urina é visível durante 7 dias ou mais.
Se consumires
NÃO CONDUZAS nas próximas 24 horas. Informa-te sobre a substância (efeitos, contra-indicações, doses). Diz aos teus amigos que vais tomar Ketamina, é bom ter alguém sóbrio por perto. Cuidado com a dose!!! A ketamina é um anestésico e por isso, doses muito altas ou tomas muito seguidas provocam um adormecimento do corpo (diminuição da sensibilidade à dor, perda de equilíbrio e de reflexos), o que aumenta o risco de desmaios, quedas e acidentes. Não uses doses elevadas de uma vez só! Usa um tubo só para ti para evitar a transmissão de doenças. A snifar, alterna de narina e no fim, aspira um pouco de água (de preferência morna) para eliminar os restos e assim, evitar lesões e hemorragias nasais. As misturas com álcool, são desaconselháveis porque aumentam o risco de sedação, perda de coordenação e desmaios.
Se vês alguém com ataques de ansiedade ou paranóia não deves deixá-lo sozinho: mantém a calma, evita estímulos fortes que possam gerar ansiedade (música, pessoas), ajuda-o a respirar lenta e profundamente e, se a situação não melhorar, procura ajuda médica.

LSDDiatilamina do ácido lisérgico. Droga sintética extraída da cravagem do centeio “craviceps purpúrea”.
Substância psicadélica e alucinogénia. Apresenta-se em líquido (gotas), papel (selos), micropontos ou tabletes de gel. Pode ser ingerido, absorvido por baixo da língua ou pela pele. Efeitos
Dependem, da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).
Como outras substâncias psicadélicas, os efeitos podem variar entre o sublime e o assustador.O LSD demora entre 30m e 1h30m a atingir o pico dos efeitos, que se mantêm por 3 a 5 horas. Segue-se uma lenta descida, durando a experiência um total de 8 a 12 horas. Ilusões e alucinações; aumento da sensibilidade aos estímulos; maior contraste de cores; formas distorcidas; mistura de sentidos; visualização de padrões; ideias sucedem-se rapidamente; sentimentos mais intensos; oscilação rápida entre sensações diferentes; agitação ou pânico; perda de controlo emocional e eventual agressividade despoletada por delírios; dilatação das pupilas; aumento da temperatura corporal, do ritmo cardíaco e da pressão arterial; movimentos descoordenados.
Nos DIAS SEGUINTES ao consumo de LSD o cansaço físico e psíquico é comum.CONSUMO CONTINUADO pode contribuir para: problemas mentais (perturbações psicóticas, depressão); flashbacks (recordações de experiências já vividas); crises de pânico; quadros alucinatórios; perturbações de comportamento; possível dependência psicológica.
O LSD pode ser detectado, através de análises de urina, 24 a 72 horas após o consumo.
Se consumiresNÃO CONDUZAS nas próximas 24 horas. Informa-te sobre a substância (efeitos, doses, contra-indicações). Fala com “conhecedores”, Procura fazê-lo num ambiente relaxado, onde te sintas bem e sem obrigações à vista! O LSD aumenta a sensibilidade daquilo que te rodeia. Convém estar em locais onde te sintas seguro e com pessoas em quem confies, evita estar com desconhecidos. Cuidado com as quantidades, especialmente nas primeiras experiências. Convém não começar por micropontos ou mesmo gotas, pois são mais difíceis de dosear. O LSD amplifica o estado de ânimo: bem-estar pode levar ao êxtase e o mal-estar ao desespero. O LSD pode provocar alucinações e distorções da realidade. As coisas podem não ser bem como te parecem. Procura fazê-lo cerca de 2 horas depois de comer, pois afecta a digestão e podes ficar maldisposto. Evita fazer misturas com outros psicadélicos (Cogumelos, Mescalina), pois a experiência pode ser demasiado intensa. Se começares a sentir a experiência como desagradável, tenta acalmar-te. Pensa que o teu estado é passageiro e em breve tudo voltará ao normal. Muda-te para um local tranquilo e fresco, muda de pensamentos, tudo vai passar; estar acompanhado também pode ajudar. Se aparecerem problemas sérios durante ou após o consumo, pede ajuda. É importante repousar e recuperar energias nos dias seguintes ao consumo. Aposta numa alimentação nutritiva e rica em vitaminas. Faz pausas longas entre os consumos: consumos regulares aumentam a probabilidade de problemas. Lembra-te que o LSD é absorvido pela pele. Tem cuidado ao manipular a substância.

MDMA / Ecstasy
3,4 – metilenodioxido-metanfetamina é uma substância sintética, com propriedades estimulantes e alucinógenias. Apresenta-se em cristal, cápsulas ou pastilhas (comprimidos coloridos). É normalmente tomado por via oral. Também pode ser snifada, fumada ou injectada.
Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).
Pela via oral, a MDMA demora entre 30 minutos e 1 hora a atingir o pico dos efeitos, que se mantêm por 2 a 3 horas, seguindo-se uma descida de várias horas.
Aumento de energia física e psíquica, bom humor, euforia; empatia, sentimento de transcendência e ligação com o mundo; aumento da sensibilidade aos estímulos, lapsos de memória, aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial; desidratação; temperatura corporal desregulada; perda de apetite; náuseas e vómitos; dilatação das pupilas; dificuldade de focagem ocular; rigidez muscular e mandibular, alterações na percepção da realidade.
Com DOSES ALTAS : desidratação e hipertermia (temperatura corporal demasiadamente alta), delírios, alucinações, hipertensão arterial, depressão, estados paranóides e psicóticos, enfartes e tromboses. Os dias seguintes podem ser marcados por mau-humor, irritabilidade, cansaço, depressão, apatia.
CONSUMO CONTINUADO: aumenta a probabilidade de crises de ansiedade, pânico, fobias, problemas psicológicos, sono desregulado, danos hepáticos e renais, redução das resistências às infecções virais. Diminuição dos efeitos positivos e desejados das primeiras experiências.
Através de análises de urina, pode ser detectada até 5 dias após o consumo.
Se consumires
NÃO CONDUZAS. Informa-te sobre a substância (efeitos, doses, contra-indicações). Escolhe bem o ambiente: um local seguro e agradável, com pessoas em quem confies. Se vais consumir uma pastilha que não conheces, toma apenas 1/4 e espera pelo efeito antes de decidires o que fazer ao resto. Tem em conta que doses maiores não aumentam os efeitos psicadélicos, dando apenas efeito estimulante. Cuidado com a dose e a frequência dos consumos (faz pausas entre os consumos: os níveis de seretonina demoram meses a serem repostos). Se snifas, usa um tubo só para ti, para evitar a transmissão de doenças. Antes de snifar, pica muito bem a MDMA, sobretudo se estiver em cristal. Alterna de narina e, no fim, aspira um pouco de água para eliminar os restos de MDMA e evitar lesões e hemorragias nasais. É bom evitar o contacto prolongado do produto com os dentes e boca. Evita comprar ecstasy a estranhos e estar em locais quentes e abafados. Veste roupa fresca, faz pausas na dança, vai bebendo água, regularmente (1/2 litro/hora) para evitares a desidratação e o “golpe de calor”. Evita misturar com álcool, pois aumenta a desidratação e a ressaca. Se sentires calor, enjoos, vertigens ou desmaios, cãibras, vómitos, cansaço súbito, dores de cabeça, dificuldade em urinar (ou urina escura), suores, podes estar a sofrer um “golpe de calor” - descansa e vai para um sítio arejado e refresca-te. Nos dias após o consumo deves repousar e recuperar energias. Faz uma alimentação equilibrada.


Speed
Substância da família das anfetaminas (classe de estimulantes sintéticos). Pode apresentar-se em pó (branco ou de outras cores), pasta, comprimidos, cápsulas. Pode ser ingerido, snifado, fumado ou injectado. As doses variam consoante o tipo de anfetaminas (normalmente entre 10 e 30mg).
Efeitos
Dependem, não só da Substância (dose, pureza, misturas, via de administração), mas também de Quem Consome (estado de espírito, expectativas, habituação) e do Ambiente (onde e com quem).Quando snifado, os efeitos aparecem imediatamente. Se ingerido, os efeitos demoram cerca de 30/40 min. a notar-se. Duram cerca de 4-6 horas e a descida é de 2-6 horas.
Hiperactividade; desinibição, energia, diminuição da sensação de cansaço e aumento da vigilância; tendência para falar muito; perda de apetite; bem-estar, euforia, ansiedade; aumento da tensão arterial e do ritmo cardíaco e da temperatura corporal; dilatação das pupilas; boca seca e sede; desidratação; transpiração; dificuldade em urinar. É possível a ocorrência de uma reacção tóxica no organismo - psicose anfetamínica – com duração variável (até algumas semanas), a qual se caracteriza por irritabilidade, hiper-excitabilidade, insónia, tremores, alucinações e até a morte, em casos extremos. É confundida frequentemente com esquizofrenia.
Com DOSES ALTAS : náuseas; dores de cabeça; vertigens; vómitos; tremores; tensão/rigidez mandibular; movimentos involuntários dos músculos; respiração rápida; confusão; alucinações; pânico; diarreia; convulsões; ritmo cardíaco desregulado; hipertensão; colapso circulatório.
Nos DIAS SEGUINTES: cansaço acumulado; dificuldade em dormir; apatia e depressão; maior irritabilidade; nervosismo; agressividade.
CONSUMO CONTINUADO: perda de peso e exaustão; dores nos músculos e articulações; tremores; má nutrição; dificuldades de erecção; pele seca; acne; problemas dentários; problemas de fígado e rins; perturbações psíquicas (paranóia, alucinações auditivas e visuais, irritabilidade, agressividade) ou um ataque cardíaco.
As anfetaminas podem ser detectadas, através de análises de urina, 1 a 4 dias após o consumo.
Se consumiresNÃO CONDUZAS. Informa-te sobre a substância (efeitos, doses, contra-indicações). O Speed não é todo igual e pode variar em efeitos e doses, por isso começa por tomar pouco e depois ajusta as quantidades. A cor ou o cheiro não são indicadores de pureza. Se snifas, pica bem o Speed, usa um tubo só para ti, para evitar a transmissão de doenças. Alterna de narina e, no fim, aspira um pouco de água (de preferência morna) para eliminar os restos de Speed e assim, evitar lesões e hemorragias nasais. A via de administração mais segura é a via oral. Evitar o contacto do produto com os dentes e boca. Faz pausas na dança e bebe água, bebidas isotónicas ou sumos. Se sentires calor, enjoos, vertigens ou, desmaios, cãibras, vómitos, cansaço súbito, dores de cabeça, dificuldade para urinar (ou urina escura), podes estar a sofrer um “golpe de calor” por isso descansa e vai para um sítio arejado e refresca-te. O Speed provoca tolerância, o que pode levar a que tenhas que aumentar as doses para conseguires os mesmos efeitos. Para que a “descida seja mais suave”: deixa de consumir: tenta estar num ambiente relaxado, evita ter obrigações (estudos, trabalho, família) no dia seguinte; tenta comer, mesmo que não te apeteça: experimenta leite, cacau, frutos secos, iogurte, fruta! É importante recuperar as energias. Se te sentires deprimido, com ansiedade e/ou paranóia, então é hora de pensar em deixar de consumir por uns tempos.

A Noite e as Drogas
O consumo de drogas, legais ou ilegais, envolve riscos. Informa-te e identifica-os, para que possas fazer escolhas a partir de uma informação correcta, reduzindo desta forma os riscos associados ao consumo de substâncias.
As drogas actuam em função da tua personalidade, da tua disposição e do ambiente em que te encontras.
Se a tua liberdade passa por tomar, sê responsável. Respeita as substâncias e respeita-te a ti próprio. Respeita quem não quer consumir. Cada um deve ser livre de fazer as suas escolhas.
Dá um sentido aos consumos e estabelece o teu limite (quantas vezes, que quantidade e onde queres consumir).
Tem em conta os teus planos para o dia seguinte (escola, trabalho, família, amigos) e avalia que tipos de consumos podes ter. Lembra-te dos efeitos da ressaca!
Muitas substâncias são interpretadas pelos utilizadores experimentados como “expansores” da mente, por isso, se na tua mente estão preocupações e problemas, o resultado será, que os possas ver ampliados.
Sugestões:
Não te esqueças que o consumo de drogas pode dificultar a capacidade de pensar claramente, de tomar decisões de acordo com o que realmente se sente e pensa. Sob o efeito de drogas pode não ser fácil dizer “não”! Não te esqueças que o preservativo é o único método que te protege simultaneamente de uma gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis. Usa sempre o preservativo.
Depois de se consumir drogas, é preciso deixar o corpo e a mente recuperarem de forma segura. Alimenta-te da forma mais saudável possível e não te esqueças de comer fruta! As bananas são recomendadas, na medida em que fornecem uma boa fonte de energia e minerais como o potássio. Come fruta antes de te ires deitar. Bebe líquidos que forneçam calor, energia e alimento como o leite (chocolate quente), sumos de fruta, etc.
Não bebas grandes quantidades de chá e café porque são diuréticos e excitantes. Faz uma alimentação mais rica em vitaminas. É particularmente importante tomar vitamina A, C e E. Fumar reduz a capacidade de absorção de vitamina C.
Informações
A lei portuguesa, penaliza o consumo, a posse e o comércio de estupefacientes e substâncias psicotrópicas (Lei nº 30/2000). Descriminalizar não significa despenalizar. Com 16 anos já se é responsabilizado legalmente pelo consumo, posse e tráfico de drogas. Para distinguir os casos de contra-ordenação dos de crime, a quantidade de substância apreendida é determinante. Podes ser convidado a ir até uma Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência e podes ser alvo de uma sanção (multa, apresentação periódica no posto da polícia, etc), ou é considerado crime e em tribunal será avaliado se se trata de tráfico.
Na estrada: “A condução sob influência de substâncias psicotrópicas é considerada uma contra-ordenação muito grave. Quem infringir é sancionado com coima de 500 a 2.500 euros”.(art. 146º). Não Conduzas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

o que nos prende

Certos comportamentos e substâncias podem transformar-se em vícios que chegam a pôr em causa a nossa vida. Eis o retrato da situação em Portugal.

Álcool:
- Estima-se que 5% da população portuguesa seja alcoólica, o que equivale a meio milhão de pessoas. Mas apenas uma pequena percentagem procura ajuda- a organização dos Alcoólicos Anónimos tem, em Portugal, cerca de mil membros.
Drogas:
- Os últimos dados do IDT indicam que, em 2006, 32460 pessoas estiveram em consultas de ambulatório, sobretudo por causa de heroína. Em 2001, 7,8% da população com mais de 15 anos já tinha experimentado drogas.


Tabaco:
- Há, no nosso país, perto de 2 milhões de fumadores. desses, 70% dizem querer largar o hábito, mas apenas 10% a 15% o consegue, segundo os números da Sociedade portuguesa de Pneumologia.


Cafeína:
- O consumo de café per capita, em Portugal, ultrapassa os dez gramas diários, o equivalente a dois cafés em cada três dias por pessoa. Entre 1990 e 2003, o aumento foi de 18%, de acordo com o INE.


Comida:
- A obesidade atingia, em 2005-2006, 16,5% dos portugueses com mais de 18 anos, segundo o INS. As estatísticas mostram também que os homens (20,8%) sofrem mais deste problema do que as mulheres (16,6%).


Jogo:
- Somos osegundo país que mais aposta no Euromilhões (apenas ultrapassado pela França, com uma população 6 vezes maior). Um estudo da empresa de casinos Estoril-sol calcula que 17 mil portugueses sejam jogadores compulsivos.


Compras:
- Não há estudos adaptados à realidade portuguesa, mas um trabalho da Universidade de Stanford (EUA) indica que a oniomania (vício das compras) declarada, abrangerá cerca de 8% das pessoas- em Portugal, significaria 800mil pessoas.


Sexo:
- " Pensar em fazer só aquilo" pode sinalizar patologias obssessivo-compulsivas e perturbaçoes do impulso. Em Portugal, não há números, mas, nos EUA, estima-se que sofrem desta adição 16 milhões de pessoas, a maioria abusadas na infância.


Internet:
- Pesquisas internacionas de "internet-dependência" revelam que mais de metade dos "viciados" também depende de drogas e álcool e paresenta outros problemas psiquiátricos (depressão, ansiedade ou famílias disfuncionais).

o cérebro de um viciado


O uso de Cocaína provoca o decréscimo do metabolismo da glucose no cérebro, em especial nos lobos frontais, que governam o planeamento e o pensamento abstracto e regulam o comportamento por impulso.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Mitos sobre drogas

Existem muitas ideias ligadas ao consumo de drogas que são vistas como factos, que no entanto nunca foram demonstrados... não passam de mitos que no fundo servem apenas para sossegar as consciências individuais e colectivas.


O Álcool não é uma Droga.
O álcool, apesar de ser legal, é uma droga, uma vez que tem efeitos no Sistema Nervoso Central, provocando alterações da percepção, da motricidade, dos reflexos, da capacidade de avaliação das situações e pode provocar dependência física e psíquica. Em Portugal calcula-se que existam mais de meio milhão de alcoólicos crónicos.
Beber pouco não afecta as capacidades para a condução.
Não é verdade. Mesmo pequenas quantidades de bebidas alcoólicas têm efeitos ao nível da capacidade de concentração, da atenção, da motricidade e do tempo de reacção. Para além disso, esta diminuição das capacidades não é percebida pelo consumidor que muitas vezes até julga que estão aumentadas.As saídas em grupo só são divertidas se toda a gente se embebedar.A capacidade de as pessoas se divertirem tem a ver com o convívio que se estabelece entre elas, os laços que se criam, o contexto em que os encontros acontecem e não com o consumo de substâncias psico-activas.
Fumar Tabaco faz mais mal do que fumar Haxixe.
De um modo geral fuma-se haxixe misturado com tabaco, pelo que os efeitos da nicotina são acrescidos aos efeitos das diversas substâncias que compõem o haxixe, como a goma arábica e outras, que têm efeitos nocivos ao nível pulmonar.
O Haxixe dá sempre sensação de bem-estar.
Não é sempre assim. Com alguma frequência o consumidor somatiza e amplia angústias e estados de espírito e a experiência pode não ser muito agradável, podendo ocorrer ansiedade, ataques de pânico e paranóia.
Com o Haxixe não se corre o risco de ficar dependente.
Embora o Haxixe aparentemente não induza dependência física, alguns factores individuais e sociais podem levar à necessidade de um consumo compulsivo e à dependência psicológica.
Quem consome Haxixe mais cedo ou mais tarde acaba por consumir heroína ou cocaína.
Não é verdade. A maior parte dos consumidores regulares de Haxixe não sentem necessidade de consumir outras drogas. No entanto, há pessoas que, por diferentes razões, são mais susceptíveis de abusar de drogas do que outras. À partida, o consumidor de Haxixe corre mais riscos de vir a consumir outras drogas.
Os heroinómanos acabam por ficar completamente degradados (na rua, a arrumar carros, na prostituição,...)
Apesar de muitos consumidores de Heroína entrarem em processos de degradação e desestruturação, existem muitos que estão integrados social e profissionalmente, sem sinais evidentes desses consumos.
Quando não se injecta Heroína, o risco de ficar dependente é menor.
A dependência ocorre qualquer que seja o modo de consumo de Heroína.
A Heroína dá paz de espírito e ajuda a resolver problemas.
Mesmo que no início o consumo de Heroína possa aliviar as tensões internas, proporcionando bem-estar, a verdade é que esse consumo mais cedo ou mais tarde leva a estados de dependência e mal-estar que podem desencadear uma série de problemas de âmbito pessoal e social.
A Heroína é a droga dos pobres e excluídos.
O consumo de Heroína atravessa todos os estratos sociais. As razões que estão na base dos consumos dependem fortemente de aspectos psicológicos, relacionais e outros.
As pastilhas são inofensivas porque não causam dependência física.
Embora não provoquem dependência física, o seu consumo pode levar à existência de dependência psicológica, ou seja, uma necessidade compulsiva de consumo, que pode ser facilitado pelos contextos de diversão.
Todas as pastilhas são ecstasy (MDMA).
Não é verdade. Um dos problemas do consumo de pastilhas advém do facto de não se saber que substâncias contêm. Investigações laboratoriais demonstram que a grande maioria das pastilhas não contêm MDMA (ecstasy) mas sim outras substâncias cujos efeitos podem ser inesperados e de difícil controlo.
Desde que não se abuse não há problema em beber álcool e tomar pastilhas.
A mistura de álcool e pastilhas pode ser bastante prejudicial para a saúde. Por um lado, ao nível da desidratação que pode provocar, pois ambas as substâncias são desidratantes, e por outro as consequências que pode ter ao nível cardíaco pois o álcool tem efeitos depressores e as pastilhas são estimulantes, sendo esse efeito antagónico.
A cocaína aumenta a performance intelectual.
A cocaína é um estimulante do Sistema Nervoso Central que permite realizar actividades num ritmo acelerado, muitas vezes confundido com um aumento de rendimento e de capacidades intelectuais. Com o consumo continuado aparece um efeito paradoxal de depressão que pode desencadear paranóia e mesmo psicoses.
Quem consome drogas fá-lo porque tem problemas.
Mas o facto é que toda a gente tem os seus problemas, e por vezes graves, e a maior parte das pessoas não consome drogas. Muitos procuram nas substâncias um efeito “mágico” que lhes proporcione lidar com a realidade sem sofrimento. A verdade é que os problemas não desaparecem, as substâncias não resolvem nada e com o consumo de algumas substâncias os indivíduos perdem a capacidade de lidar com o real.
Para largar as drogas basta ter força de vontade.
A força de vontade ou a motivação é realmente uma condição indispensável para o início do tratamento. Contudo, é fundamental o acompanhamento técnico adequado para que a mudança seja duradoura.
Tomar drogas provoca a Sida.
Não é o consumo em si que provoca doenças como a sida e as hepatites, mas sim comportamentos associados aos consumos, como por exemplo a partilha de seringas, algodões, tubos ou qualquer material utilizado para o consumo, as relações sexuais desprotegidas e os contactos com sangue contaminado.

Se tiver outras dúvidas que deseja ver esclarecidas, pode recorrer de forma anónima à Linha Vida 1414.